Idese

A Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE) divulga os resultados do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) dos municípios, das microrregiões, dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) e do Estado do Rio Grande do Sul referentes ao ano de 2013 e revisa a série histórica 2007-12.

O Idese avalia a situação socioeconômica dos municípios gaúchos quanto à Educação, à Renda e à Saúde, considerando aspectos quantitativos e qualitativos do processo de desenvolvimento. É importante destacar as mudanças na dimensão Renda, detalhadas posteriormente, uma vez que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e instituições parceiras (dentre as quais a FEE) mudaram a metodologia de cálculo das Contas Regionais. Dessa forma, houve alterações na série do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (2010-13), indicador que compõe o Bloco Renda do Idese. Além disso, a publicação de uma nova série de estimativas populacionais (2001-14), divulgada em 2015, afetou diversos indicadores em todos os blocos.[1] A mudança nas estatísticas populacionais, via de regra, provocou a queda no nível de alguns indicadores que compõem o Idese ao longo de toda a série. Portanto as diferenças de nível em alguns indicadores entre a série nova e a série antiga não podem ser creditadas a uma piora na situação socioeconômica do Estado.

Levando em conta essas alterações, o Estado atingiu Idese de 0,747 em 2013. Isso significou um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior (0,734 em 2012). Não se observa queda no Idese desde 2007 (0,700). No período 2007-13, o crescimento acumulado foi de 6,6% (1,1% a.a. em média).

Na classificação por municípios, mesmo com as alterações metodológicas do PIB per capita e das estimativas populacionais, o primeiro colocado continuou sendo o município serrano de Carlos Barbosa (0,882 em 2013). O Município de Água Santa (0,868), localizado no Corede Nordeste, atingiu a segunda posição, seguido por Nova Bassano (0,866), situado no Corede Serra. Como esperado, seguiu-se o padrão já conhecido acerca do desenvolvimento no Rio Grande do Sul: os municípios das áreas de colonização em pequenas propriedades, localizados, em sua maioria, no norte e no nordeste do Estado, obtiveram melhor desempenho, em média, no Idese.

 

[1]  Sobre a metodologia das novas estimativas populacionais, ver: FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA. Metodologia para as estimativas populacionais municipais do Rio Grande do Sul — Revisão 2015.

Nova série para o período 2001 a 2014. Porto Alegre: FEE, 2015. Disponível em: <http://www.fee.rs.gov.br/wp-content/uploads/2014/03/20150827metodologia-para-as-estimativas-populacionais-municipais-do-rio-grande-do-sul-revisao-2015.pdf>.