Pedágio Urbano e gerenciamento de tráfego urbano: elementos para análise

O livro,  de autoria do pesquisador Ricardo Brinco,  terá sua sessão de autógrafo no dia 11 de novembro (terça-feira), na Praça Central,  às 18h,

A obra salienta que  número excessivo de viagens em veículo privado é viabilizado pelas distorções dos mercados de transporte, que fazem com que uma parte dos custos de dirigir sejam externos aos motoristas, não sendo por eles assumidos. A subtarifação do uso das vias públicas, em particular, desponta como um dos fatores mais atuantes na gênese dos congestionamentos. O fato é que, seguindo-se ao crescimento sem limites das frotas de veículos e à expansão do tráfego automotivo, as condições de trafegabilidade nas modernas metrópoles foram deteriorando-se progressivamente. Com o tempo, a propensão à ocupação ilimitada das vias públicas pelo transporte privado, sempre prejudicial ao desempenho do transporte coletivo, passou também a afetar de forma intensa os próprios usuários dos automóveis. O pedagiamento urbano coloca-se como uma das formas possíveis de enfrentamento do problema da falta de mobilidade urbana. Os vários exemplos internacionais bem-sucedidos e consolidados nesse campo dão um claro testemunho nesse sentido.

Trata-se de uma pesquisa estruturada em três partes. O Panorama Geral do Pedágio Urbano, a primeira delas,  busca examinar algumas das questões básicas indispensáveis para melhor entender sua natureza técnica e suas potencialidades.

Em O Pedágio Urbano pelo Mundo, é dado destaque e detalhamento à experiência da congestion charging de Londres, inegavelmente o paradigma dos sistemas de tarifação urbana atualmente em funcionamento. São também analisados outros casos internacionais nesse domínio, como os da Suécia, da Noruega, da Itália e de Cingapura, bem como os que estão em fase de proposição na França e na China.

Na terceira parte, são examinados os condicionantes da mobilidade urbana no Brasil, com a referência maior sendo o descontrolado crescimento da frota de veículos em circulação e os ditames de uma política governamental totalmente focada na expansão do setor automotivo. São ali também apresentadas as quase-experiências de pedágio urbano no País, bem como é examinada a questão do amparo legal proporcionado pela Política Nacional de Mobilidade Urbana a esse tipo de medida. São ainda consideradas as atuais condições calamitosas da mobilidade urbana na Cidade de São Paulo, o que a torna a candidata natural para desafogar os caminhos do pedágio urbano no Brasil.

 

Texto: Núcleo de Imprensa - FEE