Relativa estabilidade no desemprego marca o mês de novembro na RMPA

A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Porto Alegre registrou relativa estabilidade, alcançando 10,2% da População Economicamente Ativa (PEA) no mês de novembro. A taxa de outubro havia registrado 10,1%. Os dados divulgados nesta terça-feira, 22, pela FEE, FGTAS e DIEESE também indicam redução do nível ocupacional e do rendimento médio real referente ao mês de outubro.

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Virgínia Donoso (E), Rafael Caumo, Iracema Castelo Branco e Michele Bohnert na divulgação da PED, na FGTAS

O número total de indivíduos desempregados em novembro foi estimado em 189 mil pessoas, apenas um mil a mais do que no mês anterior. Esse número se deu pela combinação entre a saída de 17 mil pessoas da força de trabalho e o decréscimo de 18 mil pessoas no contingente de ocupados (1.660 ocupados).

Diferente do mês anterior, houve aumento do nível ocupacional nos serviços (mais 9 mil ou 1,0%). Já na indústria de transformação (menos 9 mil ocupados ou -3,3%) e no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (menos 14 mil ou -4,4%)  foi registrada redução.

Especialmente o comércio é um setor que preocupa.  Se comparar com o mesmo mês do ano anterior, a redução chega a 49 mil pessoas no nível de ocupação. Na avaliação da economista da FEE Iracema Castelo Branco, trata-se de um resultado ruim porque este é um mês tipicamente de contratações. “2015 tem sido um ano atípico, de muita turbulência política e recessão econômica. Portanto, o mercado de trabalho reflete a conjuntura que não estava presente com essa intensidade até 2014. Mas ainda podemos esperar uma recuperação em dezembro”, pondera Iracema.

Outro dado que chama atenção é o desemprego mais intenso em Porto Alegre. A capital tem taxa menor que a dos outros municípios da Região Metropolitana, mas registrou maior aumento de outubro a novembro, passando de 9% para 9.8%.

A RMPA  permanece em segundo lugar com o menor índice de desemprego entre as Regiões Metropolitanas pesquisadas pela PED. Em primeiro lugar segue Fortaleza, com 9,2%.

Acesse o estudo completo aqui.

Sandra Bitencourt

Jornalista

 

Texto: Núcleo de Imprensa - FEE