Desemprego cai após quatro anos de elevação

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na RMPA (PED-RMPA) revelam que o mercado de trabalho regional, neste último ano, apresentou um desempenho bastante favorável, se comparado ao do ano anterior: crescimento expressivo na ocupação; queda na taxa de desemprego, revertendo uma tendência esboçada desde 1996; e variação positiva no rendimento médio real dos ocupados.
Com significativo aumento registrado no nível ocupacional (75 mil postos de trabalho), a redução na taxa de desemprego só não foi maior devido ao crescimento da oferta de mão-de-obra. A incorporação de 45 mil pessoas à População Economicamente Ativa (PEA) fez com que a taxa global de participação passasse de 58,3% em 1999 para 58,9% no ano seguinte.
A saída de 30 mil trabalhadores da condição de desempregado reduziu o contingente estimado para 279 mil pessoas. A taxa média de desemprego total, que era de 19,0% da PEA em 1999, caiu para 16,6% no ano em análise. Essa retração foi constatada tanto no desemprego aberto, cuja taxa passou de 12,1% para 10,5%, quanto no desemprego oculto, que teve esse indicador reduzido de 6,9% para 6,1% em 2000.
O nível médio da ocupação apresentou um crescimento de 5,7% — o melhor desempenho observado na série
anual da PED —, estimando-se, para a RMPA, um contingente de 1.396 mil pessoas ocupadas. O crescimento da ocupação deu-se, substancialmente, na indústria de transformação (9,9%) e nos serviços (6,9%). O comércio, por sua vez, não apresentou crescimento nesse período, mantendo estabilizado o seu contingente ocupacional. Destaque-se que, ao contrário do ocorrido no ano passado, o emprego assalariado no setor público e no setor privado, com carteira de trabalho assinada, registrou crescimento importante em 2000.
O rendimento médio real dos ocupados variou 0,5%, enquanto o dos assalariados apresentou uma pequena queda (1,0%). Em valores monetários, os ocupados receberam, em média, R$ 685,00, e os assalariados, R$ 678,00.

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